Monday, February 13, 2017

Opinião "13 anos para sempre, Marion de Nora Fraisse


Olá queridos leitores!

Hoje apresento-vos esta análise ao livro: "13 anos para sempre, Marion".



Sinopse:

No dia 13 de fevereiro de 2013, aos 13 anos, Marion suicidou-se. A mãe encontrou-a enforcada no seu quarto. Simbolicamente, tinha "enforcado" o telemóvel junto de si. A mãe de Marion escreve este livro, em sofrimento e perplexidade, como um tributo à filha, mas também como um alerta para os perigos do bullying e das pressões das redes sociais nos jovens. Um livro comovente e alarmante, que nos faz pensar num dos maiores perigos da nossa sociedade relativamente aos mais jovens.

Opinião:

Creio que este livro deveria ser lido por toda a gente. 
Faz-me pensar que existe uma falta de apoio e compreensão perante agressões físicas e psicológicas cometidas em escolas de todo o mundo.

Eu, pessoalmente, nunca agredi ninguém mas revejo-me nesta narrativa. Há determinadas situações pelas quais Marion passou e que muitas pessoas, nos seus anos escolares, também devem ter passado e presenciado. 
Toda a gente já deve ter sido tratada com modos um pouco mais ríspidos, entre os 13 e ou 16 anos. Segundo a mãe de Marion, estas são as idades mais vulneráveis, e concordando com ela, penso que estas agressões deveriam ser controladas e prevenidas.

Nora Fraisse tem dificuldade em entender o porquê da carta de Marion não mencionar a família nem o porquê de não lhe ter contado o que se passava na escola. Este tipo de situações acontece exatamente por isso, pela simples razão de certas entidades escolares ignorarem o que se passa mesmo em frente dos seus olhos e porque Marion, tal como muitas outras crianças, não foi capaz de contar à sua família o que se passava no ambiente escolar. 
Não estou a dizer que todas as pessoas que trabalham com os estudantes ignoram estes factos, claro que não! Tive pessoas espectaculares que cuidaram de mim quando era criança, mas conheço pessoas que já foram vítimas de maus tratos e que afirmam que ninguém impedia estas acções. 

Algo que é referido no livro e que tenho, novamente, de concordar com Nora, é o facto de algumas séries televisivas, como Skins e American Pie, reforçarem a ideia de que  quem trabalha arduamente na escola e quem é "diferente" dos outros, não é "fixe". Lembro-me de ter aproximadamente a idade de Marion e de alguns dos meus colegas verem American Pie ou Skins ao ponto de imitarem as ações dos atores em cena. Ora, nada do que aquela gente faz está correto! É errado e é degradante, mas mesmo assim, é algo que influência estudantes de todo o mundo. A vida que este tipo de séries retrata, não é real. 

Os miúdos tem gosto em "fazer pouco" de pessoas que são diferentes, que são mais gordinhas, que usam óculos, que têm poucos amigos no facebook ou que têm poucos seguidores no Instagram. Nada disto devia definir uma pessoa como alguém pouco "cool". 

Escrevi um texto muito maior que este, mas acho que percebem o quanto há para falar sobre este assunto. Escrevi-o com alguma revolta e perplexidade, pois gostava que situações como estas fossem eliminadas da nossa sociedade. 

Recomendo este livro a todos!

A minha classificação:







5 comments:

  1. Olá,

    concordo plenamente contigo.

    Este livro parece ser de facto, um must read para os pais que tenham filhos nestas idades, uma ferramenta útil que pode servir como alerta e prevenção para que algo semelhante não aconteça com os seus filhos.

    Boas leituras!

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  2. Obrigada pela sugestão, ficará na minha lista de a adquirir.
    ;)

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  4. Nunca tinha ouvido falar mas parece muito interessante

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  5. Concordo. Os miúdos podem mesmo ser mauzinhos uns para os outros. Sei bem isso porque trabalho com crianças, com idades dos seis até aos 18 anos, todos os dias.mas não é só de agora. Fui criança nos anos 80 e 90 e também havia miúdos a serem assim, não digo tão violentos como hoje em dia mas ignoravam ou gozavam. Eu sempre achei que a espécie humana gosta de violência, gosta de ver sofrimento para terem pena dos outros e sentirem-se bem consigo próprias e acharem que são boas pessoas por pensarem assim. E com os filmes a incentivarem que fumar, que vestir de determinada forma ou ser uma "Cabra" é fixe. Então e difícil mudar a mentalidade dos miúdos. Eu tento todos os dias que sejam amigos uns para os outros. Mas. Não chega. Em casa precisamos ser um modelo para os filhos senão eles têm tendência a imitar-nos e por vezes a exagerar. Bom também me estendi um pouco. Mas é porque também acho um tema importante é também gostaria de ler este livro e que todas as crianças deviam ler também a partir de uma certa idade.

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